3º Episódios - Lutando pela vida

 - Então era esse o motivo de horas e horas semanalmente, estava servindo como uma prostituta para os soldados.

- Papai, o que o senhor faz aqui.

- Não me chama de pai, sua safada.

- Não meu pai, fui enganada, não faça isso.

Sabrina foi surpreendida pelo seu pai enquanto terminava de se vestir, pega pelos cabelos foi arrastada debaixo de chuva e joga em cima do cavalo, chorava e gritava para que o pai parasse.

- Não faça isso meu pai, vou cair, vai machucar o bebê

- Que morra, sua desavergonhada.

Em menos de um hora os dois chegaram a jovem tentou pular mas seu pai a puxou pelo pescoço, e sua mãe e irmãos vieram correndo devido os gritos da jovem, pedindo ajuda.

- Mamãe me ajuda

- O que é isso Wladimir, o que houve 

- Essa tua filha, peguei ela se entregando pros soldados, por isso sumia

- Não é verdade mamãe me apaixonei.

- Deflorada ?

- Tá grávida essa rameira.

- Não bate nela meu pai.

- Você vamos conversar depois, acobertando sua irmão

- Ela não sabia papai

Sabrina levou uma bofetada da mãe, que gritava

- Minha filha deflorada, deflorada, deflorada, que vergonha, o que eu fiz pra merecer essa vergonha.

- Ninguém precisa saber mamãe calma.

- Cala a boca Sabrina.

As meninas e meninos estavam confusos e choravam, as irmãs que eram mais velhas tentaram ajudar a irmã, mas apanharam também, Sabrina foi colocada dentro do celeiro, e por dias, só comia pois seus irmão se revezavam, para alimentá-la

- Que vergonha Teresa que vergonha.

- Manda essa menina embora, some com ela, leva ela pra minha irmã fica pra lá do palácio.

- Não, ninguém vai saber deixa essa merda de chuva passar, vou levá-la na Fadas dos Anjos.

- Minha nossa meu marido que sacrilégio, é nosso o bebê, nosso sangue.

- Um moleque magricelo, branquelo de elite, deve ser um escroto, deixou lá, olha aqui o dinheiro que ele jogou para nossa filha, depois de se desfrutar, deve foder em toda guarita e ter filhos espalhados pelo mundo, não, não quero descendentes bastardo, ela vai abortar e vou mandar castra- la e já sabe né ?

- Convento?

- Exatamente Sabrina será freira.

Por dias e dias Sabrina chorava desolada, e pela primeira vez sentiu sua barriga se mexer, tirou suas roupas e percebeu que deveria estar grávida a mais tempo do que imaginava, sentiu amor pele bebê, até aquela momento não havia se dado conta do ser que crescia em seu ventre e emocionada aisava sua barriga e a criança respondia. Não percebeu que sua mãe entrava junto de Amélia que se assustou falando:

- Mana sua barriga está grande.

- Minha filha o que você fez de sua vida.

- EU não queria isso mamãe, mas ninguém tocará no meu bebê.

- Isso veremos, vou chamar seu pai. Se aprume, se prepare, sairemos amanhã antes do sol raias.

- Onde iremos ?

- Não te interessa safada.

- Mana qual o plano de nossos pais ?

- Vão te levar para a fada dos anjos.

- Mas olha a criança está grande e formada, será um assassinato.

- Já sei.

- O que Amélia, estou aqui trancafiada, calma a mamãe está vindo.

Joana retornou com algumas mudas de roupas limpas, e roupas de cama, e entregou para a filha e falou:

- Use essas roupas e coloque os lençóis em sua mala, faremos uma viagem de três dias, eu você e seu pai.

-Sim senhora, mas mamãe olhe a criança já mexe, coloque suas mãos.

A mulher rancorosa, virou as costas, mas retornou e colocou as mãos no ventre da filha, e sentiu o chute, Joana teve o ímpeto de sorrir, mas ficou sisuda e falou:

- Uma pena, essa sua gestação deve estar pra lá de 5 meses, sofrerá você e a criança.

Sabrina aos prantos se encolheu no pequeno cochão de palha,e orou pedindo uma luz, tão desesperada que não percebeu o tempo passar, e se assustu com sua irmã Amélia entrando no celeiro:

- O que fazes aqui minha irmã, ainda são pouco mais que a meia noite, ou me perdi na hora?

- Peguei um dinheiro de nosso pai, vamos, vamos embora. 

- Eu estava pensando nisso, mas fique minha irmã, não quero corrompe- la.

- Estou decidida, quero mais do que essa vida miserável.

As duas jovens selaram um cavalo, com o mínimo barulho, e sairam puxando o animal, Joana com a vela apagada na mão, olhava de longe as filhas fugindo. e Falou em voz baixa.

- Que Deus ilumine os vossos caminhos minhas filhas.

Partiram para bem longe, para lá do Castelo, para o outro lado daquele mundo em que viviam, com o dinheiro que tinham mais a venda do cavalo, compraram algumas caixas de vinhos, queijos e cachaças e começaram a vender de porta em porta. Dormiam na rua, por meses, até conseguirem comprar uma pequena casa de madeira e barro.




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