5º Capítulo - 21 anos depois.
- Calma, por favor muita calma
- Por que Helena, não me contastes
- Eu tinha esperanças.
- Esperanças ou fé ? É santo disso, é santo daquilo, e nada , nada do Arthur ter responsabilidade, meu tio quase acabou com tudo, e agora, vou ter que repassar o reino para os herdeiros dele.
- Não blasfeme contra a minha fé, fizemos tudo por esse reino por anos, e o povo não irá aceitar menos do que damos, somos um povo rico e próspero.
- Não por muito tempo, esse meu sobrinho é fanfarrão, está por aí com o peito empinado com o filho que nasceu, será para ele que entregarei, e ele já tem um Herdeiro.
- Os soldados não localizaram o Arthur nessa última diligência ?
- Não, tantas mulheres, passaram pela cama dele, como que ele não as fecundou ?
- Foi a doença, lembra ele ficou doente deve ter ficado estéril. Eu vou convence-lo a se casar, temos ainda seis meses.
Helena caminhou para seus aposentos e se atentou nos detalhes de quando seu filho retornou para casa de vez, e se lembrou de Sabrina e susurrou:
"ELA ESTAVA GRÁVIDA"
Saiu do quarto a passos largos e falou para o marido.
- Já sei, eu sabia, eu sabia. É claro, temos sim um Herdeiro, neto ou neta.
- Rainha minha esposa amada estás maluca ?
- Meu rei meu esposo, sim estou louca, você esqueceu ?
- Mas que devaneio é esse, como saberemos quem é ? Ela ganhou dinheiro para se livrar da gravidez.
- Eles trocavam cartas e poemas, tenho o nome e sobrenome, Sabrina Bezerra e a região lá pelos lagos.
- Não sei não. Bom já que estás aqui, vou te contar achamos os soldados do Arthur e Arthur. Estou indo em uma caravana busca-lo fica de duas a três semanas de estrada.
- Pois muito que bem, vou mandar preparar minha carruagem e irie junto.
- Nada disso.
Ambos Rei e Rainha se dispuseram a discutir, enquanto Sabrina e Afonsinho também discutiam na sala de sua casa.
- Eu não autorizo rapaz e já para a taberna hoje atenderemos os soldados
- Mamãe tenho 21 anos, nem preciso de sua autorização, mas quero sua benção.
- Você esqueceu que é arrimo de família, vou falar com seu avô rapaz.
- O vovô me apoia.
- Oras seu avô está senil.
- Não estou não, deixa o rapaz servir. Vai o Vô te abençoa.
Sabrina olhou para o pai, e sua mãe negativou com a cabeça.
A Rainha acabou por convencer o rei e foi junto com a caravana, e iniciaram a viagem que levaria umas três semanas.
- Senhor, estamos famintos falta muito para chegarmos ao próximo vilarejo.
- Apenas 4 horas
A caravana adentrou ao vilarejo fazendo todos ficarem surpresos com a comitiva real, tiveram oferecidos a melhor casa da cidade para descansarem, a Rainha abraçava a todos e pegava os presentes, o Rei ordenou:
- Corram toda a região no entorno, não deve ser difícil localizar um grupo de soldados reais.
- Majestade, desculpe peço licença.
- Fale rapaz
- Mas vi agora mesmo os soldados cerva de 20 adentrarem a taberna restaurante, acho que iriam almoçar.
- Taberna ? Helena, vamos, vamos.
Já na taberna era hora do Almoço, e Sabrina junto de seus funcionários se desdobravam no atendimento, ao ir na cozinha ficou nervosa, ao ter um papel quase esfregado na sua cara.
- Mamãe por favor.
- Senhora mais vinho aqui.
- Senhora, cadê meu peixe ?
- Um minuto senhor, Afonsinho vai lá estão demorando com os pedidos.
- E o meu alistamento?
- Afonso Bezerra, em casa nos falamos
- Sim senhora.
Naquele momento todos os 20 e poucos soldados junto do capitão adentraram, Arthur olhos aquela bela mulher de costas e não resistiu:
- Nossa é uma taberna restaurante ou uma taberna de diversão que belo quadril.
Arthur bateu nas nádegas de Sabrina que se virou falando
- Oras como se atreve eu não sou uma...senhor Arthur ?
- Sabrina, o que fazes aqui, como pode estar ainda mais bela ?
- Bela já não sei, mas aqui foi o destino que o senhor me deu, sai daqui por favor ?
- Como assim ? Cadê nosso filho ?
- Nosso filho ? Ahhh como ousas a dizer, meu filho ? Por um acaso sabe o senhor se é menino ou menina ?
Sabrina pensava desesperada com medo que seu filho aparecesse, olhou por cima de Arthur e sinalizou para seu irmão, que na entendeu que se tratava do pai de seu sobrinho, e pediu:
- Filho conta la trás quantas garrafas vazias temos, precisamos ir adega.
- Me diga Homem e mulher ?
- 21 anos é muito tempo para o senhor se preocupar, talvez seja uma mulher e esteja agora servido a homens iguais a você.
- Eu mato quem tocar na minha filha.
Arthur pegou nos braços de Sabrina e falou:7
- Eu amadureci, enviuvei eu a amo, vamos para algum lugar conversar.
- Não sou mais uma menina boba, não me tomes por idiota.
Mas a jovem pensou:
"VOUTER QUE TIRAR ELE DAQUI"
- Por favor Sabrina, tem muitas coisas em jogo.
- Tudo bem, vamos.
Sabrina caminhou com Arthur até um pequeno escritório, e se sentaram, para conversarem.
"AHHH MAMÃE QUER ME ENTERRAR NESSA VIDA, QUE SER UM SOLDADO DO REI"
O rapaz pensava de que forma poderia convencer a mãe, e não percebeu a comitiva do rei adentrando a taberna deixando todos assustados, porém a Rainha ainda dentro da carruagem , observava o rapaz, quando Arthur se levantou para epreguicar, Helena teve uma sincope, é ele meu neto. Como pode o destino, como que pode.
-Rapaz, rapaz.
- Senhora, eu já a vi, em algum lugar
- Seus olhos são verdes que interessante, que belo rapaz você é.
- Muito obrigado senhora, me Chamo Afonso Bezerra.
- Não é possível ? Afonso ? Filho de Sabrina Bezerra ?
- Sim senhora ?
- Eu me chamo Helena, sou mãe do.
- Majestade por favor por aqui.
A conversa dos dois foi interrompida por um empregado do palácio, que olhou para o rapaz e olhou para a Rainha, Afonso era a cópia do pai, apenas os olhos eram do Rei verdes.
- Venha comigo Afonso.
No escritório, enquanto o Rei olhava as dependências atrás do filho junto dos soldados, Sabrina estava quase beijando Arthur quando foram interrompidos.
- Mas já avisei que não gosto de ser interrompida em meu escritório .
- Majestade
- Papai o que o senhor faz aqui ?
- Papai, como assim ?
- Essa é a Sabrina ? Cadê a criança ?
Sabrina ficou assustada não entendia o que estava acontecendo, e mentiu:
- Fiz o que o seu filho ordenou.
- Vou mandar matá-la
- É mentira dela.
- Mamãe.
-Afonso meu filho.
- AFONSO!
O rei ao olhar o rapaz pegou com suas duas mãos e o amou na mesma hora, Arhur com lágrimas nos olhos, estava em choque oa ver o filho da sua altura, de barba como ele, forte.
- Sim senhor majestade me chamo Afonso Bezerra.
- Eu me chamo Afonso Guilherme de Assis. Rei de Inavoje e você é meu neto.
- Como assim?
O rapaz olhou para mãe que tinha seus ombros segurado por Arthr., e ela falou:
- Esse aqui é Arthur, capitão do exército do rei, e seu pai.
Helena sorrindo, puxou o jovem Afonso que estava sendo abraçado pelo avô e falou:
- Meu querido neto, temos muito a lhe explicar. Vamos para um lugar mais tranquilo.
Todos começaram a sair, porém Arthur puxou Sabrina e fechou aporta do escritório, e falou, eu quero me casar com você, vivi perdido esses 21 anos, eu te amo Sabrina
- Eu nunca te esqueci, eu te amo Arthur.
E assim o Reino de Inavoej foi salvo por uma amor proibido que se tornou possível, e todos foram felizes para sempre.
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