4º Episódio - Castigo de Deus

 Algumas semanas depois Todos do regimento foram acometidos de uma febre, vários soldados começaram a morrer, Arthur estava entre os mais doentes, fraco caminhou até seu amigo que lhe falou:

- Não fique perto de mim, estou com cólera, é certo, morrei igual aos demais.

- Meu amigo estamos todos acometidos dessa maldita doença Fonseca. e ainda com essa dor na garganta.

- Está muito inchado seu pescoço que estranho, que o médico disse.

- Que é cachumba, nunca ouvi falar.

- Cuidado você pode parar de fazer filhos.

- Ahhh meu filho já está a caminho, deixei a semente, soube na últma carta que recebi.

- Parabéns.

Fonseca fechou os olhos e faleceu, Arthur prevaleceu ainda das duas doenças, por seis meses, até que finalmente pode retornar de vez para seu lar. 

Então  Arthur com a barba grande adentrava a grande sala, com todas as honras, era abraçado pelo seu pai e irmão mais novo, porém percebeu um semblante triste em sua mãe, que logo lhe abraçou e o beijou falando

- Graças Divinas pelo seu retorno.

- Sim, dessa vez vim de vez, darei baixa no próximo mês, mas onde está a minha amada esposa, quero conhecer meu filho, estou muito ansioso.

Todos se entreolharam e Afonso , pai de Arthur o abraçou e disse:

- Tivemos um surto de cólera e Cora e alguns familiares dela se contaminaram, inclusive o pequeno Ramon.

- Pelos céus, estão isolados, quero vê-los agora.

- Meu filho, Cora não resistiu, assim como o pai dela, dois irmãos.

- Mamãe, mamãe não pode ser.

- Mas e meu filho.

- Tinha apenas 1 mês de vida, e não resistiu.

Arthur ficou em choque, foi puxado calmamente até o gabinete de seu pai, onde pode ler os obituários de sua mulher e filho, olhou ara o pai desolado e chorou.

- O que essa traidora veio fazer aqui ?

- A criança nasceu, elas estão bem com algumas dificuldades, dei uma das vacas

- Joana, Joana você já foi mais firme.

- Bom é nosso herdeiro e ponto final.

- Tudo bem, espero que Amélia encontre um bom partido.

- Estou orando por isso meu marido.

Arthur estava arrasado com a morte de sua esposa, mulher a qual foi traída durante os três anos em que o marido servia o exercito do Rei, se sentia culpado, havia prometido um neto Homem ao seu pai, pensou em Sabrina, e na criança, mesmo bastardo tinha seu sangue, e pensou, mas resmungou:

"EU SOU UM DESGRAÇADO , TENHO DOIS FILHOS MORTOS NO CÉU, E UM EU MANDEI MATAR"

- Quem você mandou matar meu filho ?

- Papai, eu falei alto meus pensamentos, minhas culpas, meus fantasmas.

- Que culpas rapaz, no exército ou se mata ou se morre, você está aqui, eu sei que tirou apenas vidas necessárias.

- Não meu pai, não. Sou culpado pela morte de Cora  e o pequeno Ramon, seu neto, e herdeiro.

- Como assim culpado, você está longe um ano, veio os ver , concebeu seu filho com amor, e voltou a lutar por nós, não tem culpa nenhuma, perdemos pessoas do nosso sangue também.

- Me perdoa, eu conheci uma donzela, de pele escura, que brilhava, sorriso branco e largo. 

- Não estou te entendo Arthur, eu imaginei que você não passaria um ano, dois, três sem mulheres, comum isso no exército, eu mesmo....

- Não, não, não cortezãs tudo bem, Sabrina era donzela, 17 anos, pura fui seu primeiro homem, me apaixonei jurei casamento.

- Mas meu filho, você tem noção de quem você é ? Por favor.

- Deixe-me terminar meu pai, ela engravidou, acreditou que eu a pediria em casamento , eu dei-lhe dinheiro para ir a fada dos Anjos. Joguei o dinheiro aos seus pais, ela chorava inconsolável com medo de sua família, e fugi dalí.

Helena mãe de Arthur ouvira tudo, abrindo a porta indo até o filho e lhe desferindo uma bofetada.

- Não foi para isso que te dei as melhores tutoras, te dei a melhor educação, mandar uma mulher abortar, matar uma criança, é crime em nosso reino, eu deveria te denunciar, que decepção Arthur, pois arrume suas coisas, e retorne para o exército.

- Mamãe não me deixe pior do que estou.

- Tudo bem Helena, ele é Jovem e se casará e nos dará netos.

- Sim, mas tomei uma decisão.

- Qual ?

- Retornarei no próximo mês e seguirei carreira, voltarei a cada um ou dois anos, podem preparar um nova esposa, me casearei, e quando for assumir o reino, eu voltarei de vez.

- Muito bem meu filho.

Sabrina e Amélia trabalhavam dia a dia, junto da criança que já havia nascido, aos poucos seus pais foram se aproximando e fizeram as pazes, porém Sabrina preferiu continuar onde estava, logo Amélia se casou.

Já Arthur estava seguindo firme no regimento, e continuava a encontrar com mulheres em todas os vilarejos, ficou noivo se casou, porém não teve filhos, após cinco anos mais uma vez enviuvou, e decidiu nãos e casar, o que deixava o Rei e a Rainha desesperados, pois sem Herdeiros, o reino passaria para outros integrantes da família.

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