1º Episódio Amor a Primeira Vista
Era meados do século 18, quando uma tropa de soldados que lutavam em qualquer lugar resolveu parar beira rio para se banharem. Arthur filho mais velho de uma importante família real, era apenas um simples soldado, algo que mesmo sendo criado com fino trato, juntamente de irmãos e primos, foi obrigado assim como os familiares mais velhos a servir a pátria e mostrar toda a sua honra, casara aos 18 anos, obrigado, e estava ali com seus 20 anos, amargurado e ansioso pelo fim dos três anos que teria que servir.
- Arthur estamos a pouco menos de 1 ano para largamos essa porcaria, ânimo.
- Não aguento mais Fonseca, quero o quanto antes, que termine e ser um oficial, e descansar o meu lombo numa taberna, como fazem nossos superiores.
- Ahhh não eu quero logo e ver minha dona, e poder amá-la sem presa, e todos os dias a fio.
- Ainda tem essa, Joana mal humorada, era a que eu menos simpatizava e fui obrigado a casar-me.
- Mas é uma das mulheres mais linda da sociedade.
- Sim linda, fresca nunca nem vi seu corpo de frente, somente no escuro debaixo das cobertas, agora vou cavalgar com calma.
Algumas horas daquele rio, Sabrina junto de sua irmã Amélia caminhavam com dois grandes barris para pegarem água no rio.
- Sabrina olha vamos aqui, pegamos água nesse riacho mesmo
- Menina preguiçosa, essa água tem gosto de sujeira humana, vamos mais para dentro.
- Você quer e ver os soldados, quer casar que eu sei.
- Ihhh sua sem graça, até parece que fui eu que fiquei de paquera com o soldado magricelo.
- Deus me livre que nojo, um homem em cima de mim, credo.
- Sei dona Amélia pensa que me engana.
- E além do mais tenho só 14 anos, já você Sabrina está velha
- Velha ? Eu só tenho 18 anos, vem aqui sua pirralha.
Amélia largou o balde e saiu correndo, atrás da irmã, a puxando pelos cabelos, uma esfregava terra na outra, e davam risadas.
- Olha só Amelinha, estou toda suja
- E eu, esse era o meu melhor vestido.
As duas se limpavam e riam distraídas e não percebiam que eram observadas por Arthur que a tempos estava encantando vendo dus jovens lindas, brincando. E pensando consigo.
"SABRINA, QUE LINDA, 18 ANOS.EU NUNCA HAVIA VISTO UMA JOVEM DESSA COR, QUE PERFEIÇÃO MEU DEUS"
- Menina olha tem um soldado nos olhando
- Meu Deus estamos muito dentro da mata.
Arthur se aproximou rapidamente galopando, e gritou:
- Fiquem tranquilas, sou um servidor da pátria, estou aqui para protege-las.
- Então fique nos protegendo de longe, cavalheiro.
- Muito bem irmão, corre.
As duas correram para a direção do rio, avistaram outros guardas entraram na água de vestido e tudo paras e banharem e tirarem o excesso de lama, encheram os baldes e retornaram para a sua casa, sempre acompanhadas por Arthur em seu cavalo.
Sabrina estava sempre atrás gritando que sua irmã fosse rápido, todas as vezes que olhava para trás ou lateral lá estava ele em seu cavalo branco, imponente pele branca e cabelos castanhos alinhados, Arthur sorria e acenava e o coração de Sabrina acelerava.
- Que foi soldado Arthur, está a dias fumando e fumando olhando para o nada, quase fomos massacrados ontem e você permitiu os prisioneiros de irem embora
- Amigo estou apaixonado, a mulher mais bela do mundo, eu a vi no rio, linda pele escura, nunca tinha visto, o que eu faço?
- Oras, o que fizemos no ataque aos inimigos, com as suas mulheres.
- Eu não fiz nada, uma atrocidade, ela é u jovem linda camponesa.
- Não fez pois é um trouxa, elas que nos procuraram, ninguém as forçou.
O jovem soldado sussurou:
- Mesmo assim, não sou esse tipo de Homem, Sabrina, ahhh Sabrina.
Naquele dia Sabrina precisou ir sozinha para o rio, pela primeira vez não gritou com suas irmãs para a ajudarem, estava ansiosa e aflita, sabia que a no dia anterior, o cavalo que cavalgou em torno da chácar onde ficava sua casa, era Arthur, mas em seguida ouviu seu pai dando um tiro, acreditando ser algum forasteiro atrás de uma das suas filhas.
- Minha filha, não gosto muito de vocês andarem por essas trilhas a sós, tome aqui essa gauchinha.
- Sim meu pai, tenho também minha navalha comigo, se tranquilize meu pai.
- Atire,, igual pai te ensinou, vá com Deus.
Arthur terminava uma diligência, e cavalgava rapidamente para a direção do rio, sabia que a cada dia um grupo de irmãos e irmãs iam buscar água no rio, e pelos seus cálculos era a vez de Sabrina e Amélia.
A jovem chegou olhou e olhou, percebeu que nem pegadas recentes de de cavalo haviam por ali, encheu os dois baldes, bem cheios, amarrou e colocou em cima de uma pequena carroça, onde ela mesma puxaria, mas ouviu :
- Sabrina, pela graça de Deus eu a encontrei.
A jovem respirou fundo, sentiu seu coração apertar, e se virou e câmera lenta.
- Eu nem sei o seu nome, mas agradeço a Deus, por ouvir a sua voz. mais uma vez.
O jovem desceu de seu cavalo, e falou:
- Me chamo Arthur e tenho amor por ti.
- Eu como já sabe sou Sabrina e também tenho amor por ti.
Os dois caminharam, e passos lentos, e se beijaram por um longo tempo.
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