2º Episódio - Desiludida

 Por muitas semanas os dois amantes se encontravam onde rapidamente se despiam e se entregavam a paixão avassaladora, mas Arthur sabia que em breve deveria seguir junto do regimento para outra região, e também sabia que sua família jamais aceitaria que ele um jovem herdeiro real,  se envolvesse com simples camponesa.

- Estas calado meu amor ? O que houve ?

- Nada minha princesa, estou apenas a admirar seu lindo corpo.

- Da última vez que nos vimos, á sete dias, também te achei assim distante.

- É o regimento, pegamos quem queríamos, já o enforcamos, e em breve terei que partir.

- Mas e nós ? Prometestes casamento

-Sim sou homem honrado, prometi e irei cumprir. Apenas demorará mais de sete dias para nos vermos.

- Sim eu entendo, meus pais já me sondam, pois toda semana fico horas desaparecida.

- Calma, vamos aproveitar o ´presente.

- Está certos meu amor, meu príncipe.


Assim que a jovem Sabrina chegou, seu pai estava sério ainda na porteira de sua casa, e bem bravo falou-lhe:

- O que estás acontecendo contigo?

- Como assim meu pai ? Não vês que trago estas duas bacias com toda as nossas roupas limpas e secas?

- E por qual motivos tu não estás mais levando as ruas irmãs, ou teu irmãos, já lhe falei que não as quero sozinhas por essas matas.

- Sim senhor meu pai, sempre os chamo, mas estão a estudar ou a brincar, sou forte me viro sozinha.

- Bom na próxima semana iriei eu te acompanhar, caso teus irmãos não possam.

-Sim senhor meu pai, com licença.

Wladimir imagina que sua filha poderia sim estar envolvida com algum rapaz, era rígido, mas entendia a filha estar na fase de se casar e queria saber quem era o rapaz.

- Meu marido, conversastes com Sabrina ?

- Sim, está envolvida com macho, conheço, chegou tomada banho e cabelos molhados.

- Ahhh meu marido, elas todas vez que vãos e banham.

- Esqueceu o que fazíamos escondido ? Oras não seja tola, se ela pegar barriga, casa na marra.

- Que nosso Senhor nos proteja dessa vergonha

- Amém.

Os dias foram passando, e no regimento

- Soldados, cabos terminamos aqui nosso regimento de 1 ano, exterminamos os inimigos do rei, estou aqui com a carta da vossa majestade, e algumas semanas distante de daqui, teremos uma nova guarita e um novo desafio, levantem o acampamento.

Todos comemoraram, gritando.

- Meu amigo Arthur e a sua conquista ? Parece-me que dessa vez estás apaixonado

- Mas eu sou Homem de me prender a raparigas, sou um Jovem Homem casado, minha amada bela mulher com seus cabelos ruivos está a minha espera, mais um ano, e sim estarei feliz ao lado da minha doce Cora. Sabrina me serviu bem esses sete meses.

- Seu sem vergonha, vamos arrumar nossas coisas.


Um forte temporal caiu naquele dia que impediu o grupo de soldado de partirem, iriam ficar mais alguns dias, Arthur então percebeu que poderia ainda se desfrutar mais uma vez da bela e jovem Sabrina. Sabrina estava aflita, necessita conversar urgente com Arthur, havia protelado ao máximo, e  não poderia passar daquele dia e pensava:

"POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO NA TERRA JUSTAMENTE HOJE ESSA CHUVA"

- Minha filha, onde vai nessa chuva ?

- Meu pai, nossas roupas, necessitam serem lavadas, e nossa água está no fim.

- Mas essa chuva toda, estou meio indisposto.

- Descanse papai, chamarei um dos meninos.

- Ahhh acho uma boa ideia.

Assim que pode despistou o irmão de 11 anos, e seguiu o caminho por onde a levaria ao encontro de seu amado, e toda molhada, já visualizou Arthur apenas com suas calças ainda no corpo e fumando, dentro de uma pequena cabana, improvisada pelos dois, ao chegar se abraçaram se despindo e se entregando um ao outro com juras de amor, como faziam semanalmente.

Deitados em uma rede, ela falou:

- Meu amor, preciso te falar algo ?

- Fale o que te aflige senti seu corpo mais tendo do que o normal.

- Estou com minhas regras atrasadas, há muito tempo.

- Como assim ?

- Sim, devo estar grávida de quatro a seis semanas.

Arthur deu um salto da rede assustando a jovem, e perguntou:

- Como assim grávida ? Você deveria ter se precavido ? 

- É nosso filho, você me prometeu ir falar com meus pai, você tem profissão, nos casamos, meu pai vai gostar de você.

- Desculpe, Sabrina, eu não posso assumir esse filho, e nem você.

- Por que não ? Somos adultos, nos amamos.

- Eu sou um soldado raso, iremos para outra região.

- Eu te espero, fale com os meus pais, eu te espero.

- Desculpe. Mas eu já sou casado

- O quê ? Me enganou, me desonrou ? Com juras e cartas de amor, seu mentiroso cafajestes

- Não me chame de cafajestes, eu me apaixonei por você. Me desculpe.

- Como desculpá-lo ? Ficarei eu mal falada na minha Cidade ? O que dirão meus pais, meus familiares, mal exemplo eu para minhas irmãs pequenas, serei escorraçada.

- Pegue esse dinheiro, meu amor tem alguns quilômetros daqui uma fada dos anjos. Quanto a sua honra disfarce, é simples.

-Tudo bem, não sou mulher para me humilhar, criarei minha criança sozinha.

Arthur deixou Sabrina ao prantos, subiu em seu cavalo e partiu debaixo de tempestade.

Minutos depois a jovem teve outra surpresa.


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